Saúde Mental

Mais Atenção Para Quem Precisa

Cada ser humano nasce e se desenvolve de maneira única. Nenhuma pessoa é igual à outra, e reconhecer isso é fundamental para compreender e respeitar os diferentes. Coerente com esta visão, o Programa de Saúde Mental de Curitiba tem como princípio básico o respeito aos direitos do cidadão portador de transtornos mentais. É um programa ousado, que implementa a reforma psiquiátrica no município e se propõe a:

  • buscar o compromisso, a co-responsabilidade e a parceria com o paciente, a família e as comunidades;
  • reorganizar a referência entre os serviços de saúde que atendem às pessoas com distúrbios mentais;
  • criar novas alternativas de cuidados ambulatoriais e de urgência/emergência, diminuindo a internação integral em hospital psiquiátrico;
  • estabelecer a vinculação dos pacientes às Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC), através do acompanhamento ao seu tratamento e do encaminhamento aos diferentes níveis de atenção.

Assim, vamos acolher e acompanhar o portado de transtorno mental, juntamente com sua família, dando suporte para a estabilização da doença - o principal objetivo da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS).

Quem pode ter problemasSaúde Mental

Qualquer pessoa, em qualquer fase da vida: crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Não tenha receio de reconhecer a doença porque quanto mais cedo ela for diagnosticada e tratada, maior a chance de recuperação.

 Buscando apoio seguro

Ao perceber sinais persistentes de mudanças no comportamento de um familiar ou de um amigo, você pode acompanhá-lo a uma Unidade de Saúde (US) da PMC. Ele com certeza será acolhido e avaliado pelos profissionais de saúde e receberá orientação para a seqüência do tratamento. Vinculando-se ao programa, o paciente contará com todos os cuidados necessários da equipe de saúde, incluindo visita dos agentes comunitários e medicamentos da farmácia da SMS.

 Os serviços e as suas atribuições

A SMS providenciou o funcionamento de serviços especializados para permitir, sempre que possível, tratamento extra-hospitalar. Além das US, que são a primeira referência, local de vinculação e acompanhamento, o sistema contará com:

  • CMUM´S (Centros Municipais de Urgências Médicas) - para atendimento em situações de emergência e urgência, nos casos de crise;
  • Ambulatório Especializado - oferece consultas individuais (em psiquiatria e psicoterapia) ou de grupo, feitas por médico, psicólogo ou assistente social;Saúde Mental
  • CAPS (Centros de Atenção Psicossociais) - para pessoas que não estão em crise, mas que ainda têm dificuldade para participar de atividades na família, na comunidade e no trabalho. No fim do dia, o paciente volta para sua casa;
  • Hospital-Dia - este é um serviço para situações de crise aguda. Há atividades psicoterapêuticas para o portador de transtorno mental e seus familiares.
  • Os medicamentos são fornecidos durante o tratamento, e o paciente vai dormir em casa;
  • Hospital Psiquiátrico - será recomendado em caso de agravamento de crise, quando for impossível o tratamento sem internação integral.

 A importância dos grupos e da família

Quanto mais o portador de transtorno mental receber o apoio da família, dos vizinhos, dos amigos, mais ele se sentirá aceito e amado. Para facilitar essa integração, o Programa de Saúde Mental prevê a formação de Grupos de Apoio. Nesses grupos, reúnem-se familiares e outras pessoas com dificuldades em comum, para que eles troquem experiências e aprendam a reagir positivamente às situações difíceis. Os Grupos de Apoio auxiliam muito no tratamento e podem ser formados na Unidade de Saúde ou na comunidade.

Saúde Mental

A família é um suporte indispensável ao tratamento. Participa, acompanha, auxilia na avaliação das reações aos medicamentos e deve estar sempre presente. Por outro lado, o grupo familiar também precisa de orientação e de auxílio terapêutico.

Direitos de cidadão

É preciso que as pessoas com transtornos mentais sejam reconhecidas como seres integrais, dignos, com direito à liberdade, à integridade física e moral, à reabilitação para o trabalho e à qualidade de vida. Para alcançar esses objetivos, devemos trabalhar em conjunto e diminuir o preconceito por parte dos profissionais de saúde, das famílias e das comunidades. Afinal, aceitar e tratar com respeito e afeto o portador de transtorno mental é o melhor caminho para a sua reabilitação e para o fortalecimento de sua cidadania.